Alergia de pets: como lidar?

Publicado em 28/03/2025

Muitas pessoas têm medo de adotar um bichinho de estimação e acabar desenvolvendo alergia.

Foto: Imagem de Tung Lam por Pixabay

Confira as dicas da Dra. Paula Sian, dermatologista, para melhorar o bem-estar de toda família!

Quais são as formas mais comuns de alergia?
Espirros:
Pessoas sensíveis espirram só de entrar no mesmo ambiente em que se encontra o animal, pois existem pelos e partículas de pelos no ar.
Tosse seca: também é uma forma de alergia, a pessoa fica com tosse seca ao redor do animal. Menos instantânea que os espirros, pode exigir um convívio um pouco mais prolongado
Nariz escorrendo: aquela água transparente saindo do nariz, em geral associado a sensação de coceira no nariz, lágrimas nos olhos e espirros.
Olho coçando: também acontece quando a pessoa leva as mãos aos olhos, ficando vermelhos, lacrimejando e sensação de coceira
Crises de asma: convívio mais prolongado pode levar a uma piora do quadro de alergia, levando até falta de ar
Coceira pelo corpo: contato com pelo e saliva pode irritar também a pele, e produzir coceira. Algumas pessoas se coçam nas áreas de arranhadura também, pois as unhas dos bichinhos (cachorros também), podem irritar, machucar a pele e produzir coceira.

Dra. Paula explica a maneira de lidar e prevenir alguns casos!

Se você já conviveu com animais de estimação antes e não desenvolveu alergia, dificilmente aparecerá algo novo.
Se você tem rinite ou bronquite, pode ter mais sensibilidade aos pelos dos animais, especialmente de gatos. A saliva do gato tem uma substância que causa mais alergia nos humanos. Mas já vi casos onde a pessoa espirrava muito ao redor de cães, e não ao conviver com gatos. Ou seja, varia de pessoa para pessoa.
– Testar sempre o contato com cães e gatos, pois conheço pessoas que tem alergia a um, e não ao outro;
– Em caso de alergia aguda, o uso de antialérgicos orais melhora muito a intensidade das crises;
– Aspirar bem o ambiente 1-2 vezes/semana, reduz o pelo acumulado, reduzindo as crises alérgicas;
– As vezes será necessário escolher entre tapetes e pets. Tapetes e pets são uma combinação que vai levar a acumulo de poeira, ácaros e pelos; – – Cortinas também entram nesta conta.
– Hidratar bem a pele, com cremes hidratantes após o banho. Isso pode deixar a barreira de proteção a pele mais forte, e menos sensível;
– Consultar um dermatologista ou alergista, para poder reduzir os sintomas e te dar apoio e conforto. Afinal de contas, quem não ama seu bichinho?

Uma situação muito curiosa é quem tinha história de alergia antes, e depois de uma certa fase deixa de manifestar as coceiras, espirros, por exemplo. E por que isso acontece?
A exposição prolongada faz com que o corpo se acostume, entenda que faz parte da vida cotidiana e deixe de reagir tanto. Mas fique atento: caso sua alergia chegue a fechar garganta, não faça este teste. Isso pode ser feito para alergias leves, que não podem incluir falta de ar.
A imunidade da pessoa foi melhorando com o tempo, com a idade, e já não dispara sinais de alergia para pets.
Fator emocional, ou seja, estresse era o real causador da alergia, e o convívio com pets melhorou a questão emocional, reduzindo os sintomas de alergia.
De qualquer forma, é importante consultar um médico em caso de alergia.

Dra. Paula Sian (Dermatologista)
Dermatologista desde 2007, Paula Sian Lopes é formada pela Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP), onde também fez residência em Clínica Médica e Dermatologia. Especializou-se em Farmacodermia e Dermatoses Imuno Ambientais na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e em Medicina Chinesa e Acupuntura na Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA).
Desde 2011, Paula atende em seu consultório próprio com o viés em Dermatologia clínica, estética e cirúrgica, tanto para adultos como para crianças. Além disso, a especialista realizou serviços voluntários no ambulatório de alergias da UNIFESP, de 2013 a 2017.

A médica também é escritora e acaba de lançar o “Um burnout para chamar de seu”, um livro que relata, pelo ponto de vista do paciente, como é conviver com o burnout.


Por Assessoria de Imprensa


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