Evento terá gatos de raças raras e SRDs e ações sociais

Os amantes de gatos podem se preparar para dias de muitos “ronronares”. É que o Rio de Janeiro receberá a Exposição Internacional de Gatos do Rio Cat Clube, que vai acontecer nos dias 20 e 21 de junho, na Hebraica Rio, em Laranjeiras. O evento, que tem como objetivo mostrar o trabalho sério realizado por criadores comprometidos com a saúde, genética, bem-estar e respeito aos gatos e incentivar a guarda responsável, contará, ainda, com expositores do setor pet, incluindo marcas de alimentação, areia, brinquedos, medicamentos, laboratórios, acessórios e outros produtos voltados ao bem-estar animal. Além disso, o encontro terá uma feira de adoção de filhotes e a entrada será gratuita mediante a doação de um pacote de leite em pó, que será convertido em ração pela PremierPet e doado a ONG participante – o leite em pó arrecadado será destinado a uma instituição de caridade.
A exposição tem como principal objetivo avaliar o padrão racial de cada gato, sempre considerando as características genéticas de cada um. “O público-alvo inclui criadores, responsáveis e apaixonados pelo universo felino que desejam conhecer mais sobre criação responsável e melhoramento das raças”, explica Daniella Sother, presidente da Rio Cat Clube, que continua: “Muitos confundem a proposta do evento com um viés estético, mas a proposta é avaliar o quanto cada exemplar se aproxima do padrão oficial da sua raça, sempre considerando saúde, estrutura, temperamento e comportamento. Inclusive, nossa exposição também será aberta para gatos SRDs (Sem Raça Definida), que serão avaliados pelos mesmos juízes da competição e, por critérios como saúde, temperamento, apresentação e condição geral do animal, mesmo que não exista um padrão racial”.
Durante os dois dias de exposição, o público poderá conhecer quase vinte raças diferentes, como Maine Coon, Persa, Bengal e Sphynx, além de raças raras no Brasil, como Russian Blue, Cornish Rex e Don Sphynx. “Entre os destaques estão o Maine Coon, conhecido por ser a maior raça do mundo; o Ragdoll, famoso pelo temperamento extremamente dócil; o Bengal e o Ocicat, com aparência semelhante à de pequenos felinos selvagens; além do Cornish Rex e Devon Rex, com suas pelagens curtas e onduladas. Já entre os viralatinhas, as pessoas vão se encantar com suas misturas, com cores e pelagens diferentes”, comenta Daniella.
Além de promover a criação responsável, valorizando o trabalho sério realizado por profissionais envolvidos na criação ética de gatos, o evento também pretende ser um ambiente de troca de conhecimento para ajudar a conscientizar o público sobre a importância da guarda responsável, da preservação das raças e dos cuidados adequados e respeito aos animais.“Por isso, somente criadores preocupados com o melhoramento genético e padrão racial participam de exposições, pois requerem muito estudo, dedicação, cuidado e investimento”, esclarece.
A responsabilidade por trás do universo felino
Mesmo sendo uma exposição de gatos, o evento não é apenas voltado para a admiração de raças raras. Será também um espaço para debater sobre as responsabilidades de quem opta por ter um animal, seja comprando ou adotando.
A escolha de um animal que será parte da família perpassa por diferentes questionamentos, desde o espaço que esse pet terá na casa para se movimentar e exercitar, as condições financeiras da família para oferecer todo suporte necessário, até a formação do grupo de vai habitar o mesmo ambiente, se com outros animais, crianças, pessoas que têm afeto por animais etc. “O debate é importantíssimo tanto para quem compra, quanto para quem adota. Por isso, as pessoas não devem apenas demonizar quem compra gatos de uma determinada raça, já que muitas vezes ela é motivada por uma admiração ou necessidade específica”, avalia Daniella. Ela esclarece, ainda, que a adoção de animais, sejam de raça ou não, é fundamental para a sociedade, especialmente diante do grande número de animais abandonados à espera de um lar. “Queremos mostrar que é possível valorizar diferentes escolhas, desde que todas sejam guiadas pelo respeito, cuidado e bem-estar dos animais. Tanto a adoção quanto a criação responsável podem coexistir de forma ética, desde que o bem-estar animal esteja sempre em primeiro lugar”.
Outro tema muito recorrente quando se fala em animais é a importância da castração, especialmente para controle populacional. Para Sother, o tema é bastante relevante não apenas para protetores e Ongs de proteção animal, mas também para quem tem criação responsável. “Criar não é apenas reproduzir animais, mas trabalhar com planejamento, genética, saúde e bem-estar. Os cruzamentos são cuidadosamente planejados e controlados. Filhotes destinados à companhia devem ser entregues castrados, evitando reprodução irresponsável e criação sem critérios. Isso ajuda, inclusive, a reduzir abandonos, reprodução indiscriminada e maus-tratos”.
Mas, afinal, qual é a diferença entre um gato de raça e um SRD? Para quem ama gatos, nenhuma. Entretanto, explica Daniella, “cada raça possui características físicas e comportamentais específicas, o que pode facilitar a compatibilidade com determinados estilos de vida e preferências familiares. Já os SRDs têm características mais variadas e imprevisíveis, o que também encanta muitas pessoas. Independentemente da origem, todos os gatos merecem os mesmos cuidados, carinho e respeito”, conclui.
Em tempo: vale lembrar que apenas animais saudáveis, sociáveis e confortáveis com a presença de pessoas participam do evento.
Serviço:
Exposição Internacional de Gatos do Rio Cat Clube
Dias 20 e 21 de junho, das 10h às 17h
Hebraica Rio, na Rua das Laranjeiras, 346, em Laranjeiras
Entrada gratuita mediante doação de um pacote de leite em pó
Por assessoria de imprensa
